Câmara de Maringá muda em segunda votação e rejeita criação do Conselho LGBTQI+

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Câmara de Maringá

Entre a primeira e a segunda votação, seis vereadores mudaram de voto

Depois da pressão da sociedade, dos grupos cristãos, conservadores e de famílias, o projeto de lei que cria o Conselho Municipal dos Direitos LGBT foi rejeitado por 10 votos a 4.

Votaram a favor do conselho os vereadores Ana Lucia Rodrigues, Mário Verri, Manoel Sobrinho e Flávio Mantovani, que já tinham votado a favor na primeira discussão, no dia 17 de agosto, em que o conselho foi aprovado com 10 votos a favor e três contra.

Mantiveram a posição e votaram contra os vereadores Cris Lauer, Rafael Roza e Sidnei Telles.

O vereador Alex Chaves não estava na primeira votação e nesta segunda votou contra.

Seis vereadores mudaram de voto. Entre eles o delegado Luiz Cláudio Alves.

A primeira votação não teve quase participação do público. Apos manifestações populares e de entidades da sociedade civil e igrejas, a segunda votação nesta quinta-feira teve auditório lotado porque a Ordem dos Pastores (Opem), entre uma votação e outra se mobilizou. O presidente da Opem, Alexandre Ferrareze, diz que os manifestantes não são contra os direitos LGBT, mas faltou debate com a sociedade.

Os representantes dos movimentos sociais LGBT deixaram o plenário revoltados. A presidente da Associação Maringaense LGBT, Margot Yung, diz que houve preconceito na decisão.

O presidente da Câmara, Mário Hossokawa, como tem a prerrogativa de se abster em votações, não votou.

Assista ao vídeo com as reações ao final da votação:

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