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Saída de presidente estadual acendeu sinal de alerta em aliados do Moro

A saída do presidente estadual Cesar Silvestri Filho, que trocou o Podemos pelo PSDB para viabilizar sua candidatura a governador do Paraná, fez acender o sinal de alerta de aliados de primeira hora do ex-juiz e presidenciável Sergio Moro. O ato surpreendeu e é creditado a falta de empenho das lideranças partidárias.

Para estes aliados, o senador Alvaro Dias agiu apenas por interesse próprio, inviabilizando o projeto eleitoral do agora ex-presidente do Podemos. “Dessa vez o Alvaro errou demais, na ânsia de garantir o apoio do governador Ratinho Junior (PSD) para sua reeleição”, afirmam.

“O Alvaro está fazendo seu projeto pessoal ser acima do partido”, disparam. O Podemos no Paraná, avaliam, não pode ser puxadinho ou coadjuvante, tem que ser protagonista. “Afinal, seu maior quadro é paranaense, candidato a presidente e deve ter apoio total e irrestrito, incluindo palanque para o partido no estado”.

“Nem que tenha que brigar para indicar a vice do governador, mas (o Podemos) precisa estar na majoritária nos três níveis de disputa”, afirmam os aliados de Moro. Desde que se filiou ao partido, o ex-juiz vem trabalhando na montagem de uma candidatura forte com apoios expressivos.

Além do Podemos, a articulação inclui o engajamento de movimentos da sociedade civil organizada com MBL, Vem Pra Rua, Mais Brasil e CCC e partidos como Cidadania e Novo. O grupo de aliados não descarta a possibilidade de Moro migrar ao União Brasil, com aval inclusive do Podemos.

À imprensa, o ex-juiz contemporizou a saída de Silvestri, que busca construir um projeto pessoal “e tem todo direito”, disse. A mudança, na avaliação dos aliados, é uma mostra clara da articulação política do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que depois de Moro é o mais perigoso num eventual segundo turno em outubro.

Com a saída do Silvestri, o vice presidente ativo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é Sergio Moro, que deverá assumir automaticamente o cargo de presidente estadual do Podemos, caso não haja nova eleição.

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