A divulgação de novas informações ligadas ao caso “Vaza Toga 3” gerou forte reação entre parlamentares da oposição, que denunciam um suposto escândalo e cobram investigação aprofundada. Segundo eles, as revelações justificariam a anulação de processos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação reacende o debate sobre os limites da atuação do Judiciário e o equilíbrio entre os poderes.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais para criticar o que considera um silêncio da grande mídia em relação ao caso. “Um escândalo ignorado por aqueles que ainda dão suporte a Moraes e, se fossem juízes, anulariam tudo que ele fez”, escreveu o senador, expressando sua indignação com a falta de repercussão do caso.
Além de Flávio Bolsonaro, outros parlamentares também se manifestaram sobre o tema. O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-SP) afirmou que o suposto “gabinete paralelo” de Moraes comemorou a vitória de Lula em 2022. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou a ausência de cobertura da imprensa, enquanto o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) alegou que a Vaza Toga 3 gerou tensão no STF.
Diante da repercussão, deputados e senadores da oposição buscam apoio para a instalação de uma CPI ou CPMI da Vaza Toga. O objetivo é apurar supostos casos de perseguição política por parte de integrantes do Poder Judiciário. No Senado, um pedido de CPI já conta com 29 assinaturas.
A Câmara dos Deputados também se articula, com o objetivo inicial de instalar uma CPMI. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que as revelações sobre um suposto esquema para perseguir opositores e realizar prisões ilegais são gravíssimas. Ele defendeu que esses abusos sejam investigados e os responsáveis punidos.
Fonte: http://revistaoeste.com