Produtores do Paraná geram e vendem energia elétrica através de biodigestores

115
Biocombustível

Equipamentos transformam dejetos de animais, como fezes e urina, em biogás, biocombustível que vem crescendo no campo. Uma granja de suínos no oeste do estado, por exemplo, já produz energia suficiente para abastecer 170 residências.

Produtores rurais do oeste do Paraná estão gerando a sua própria energia elétrica e até mesmo ganhando dinheiro com a sua venda através do biodigestor.

Por meio deste equipamento, lixos orgânicos e dejetos de animais, como fezes e urina, são transformados em energia, um biocombustível conhecido como biogás, que vem se multiplicando pelo campo. Só último ano, a energia gerada nos biodigestores cresceu 23% no Brasil.

O Paraná é um dos maiores produtores do combustível. Somente no oeste do estado, são 4 milhões de suínos, o que significa uma enxurrada de estrume e urina com potencial para virar energia.

Uma das propriedades do estado que investe nessa tecnologia é a granja São Pedro, em São Miguel do Iguaçu (PR), uma das primeiras a ganhar dinheiro com esse biocombustível.

Propriedade onde se produz o biocombustível (Reprodução: Rede Globo)

Em 2011, o Globo Rural chegou a acompanhar a história dessa granja de suínos comandada pelo produtor rural José Carlos Colombari junto com a sua esposa e filhos.

Na ocasião, o produtor conseguiu zerar a sua conta de luz e começou a receber R$ 2,5 mil reais com a venda de eletricidade para a concessionária de energia do Paraná.

De 2011 para cá, o que mudou foi a forma de pagamento. Antes era em dinheiro e, hoje, a companhia remunera Colombari com créditos que podem ser usados para abater o valor da conta de energia de outros imóveis escolhidos pela família.

Atualmente, a propriedade gera energia suficiente para abastecer 170 residências e tem um projeto de alimentar uma pequena rede de energia local.

Como funciona um biodigestor

O biodigestor é um reservatório coberto com lona. O tanque que recebe os dejetos tem paredes revestidas com concreto ou com lona e o seu tamanho e profundidade variam de acordo com o lugar e volume de dejetos de cada criação.

As fezes e a urina dos porcos entram no tanque e vão se deslocando bem devagar. Durante o percurso, que dura entre 20 e 30 dias, ocorre o tratamento desses dejetos que deixam de ser poluentes, reduzindo em 90% a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.

No final do processo, são gerados dois produtos ecológicos: o biogás e o biofertilizante. No caso do biogás, ele se forma com a ação das bactérias. Elas consomem o material orgânico dos dejetos, liberando gás.

O biogás é rico em metano, que é inflamável. Ele é usado como combustível em motores que produzem eletricidade.

Já o resíduo final do biodigestor é armazenado e serve como biofertilizante, ou seja, um adubo natural para o campo.

Fotos: Reprodução Rede Globo

Via Globo Rural

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui