A Ponte Preta atravessa uma grave crise financeira e administrativa, conforme apontado pelo diretor jurídico José Henrique Specie. Ele revelou que a condição atual do clube é de "quase insolvência", sendo a única voz da diretoria a se manifestar após a rejeição da proposta de criação da SAF na última Assembleia Geral Extraordinária.
Durante a assembleia, realizada no último sábado (19), a proposta não conseguiu atingir os dois terços necessários para aprovação, em meio a uma forte mobilização da oposição. Specie reiterou a gravidade do quadro, enfatizando que o clube enfrenta uma situação financeira crítica, com escassas alternativas de solução.
O dirigente detalhou que uma auditoria, realizada em meio a negociações com potenciais investidores para a SAF, revelou que a dívida total da Ponte Preta é de aproximadamente R$ 320 milhões. Além disso, o débito referente ao IPTU está estimado em cerca de R$ 20 milhões, enquanto o déficit mensal do clube chega a R$ 2,8 milhões.
O último balanço financeiro, referente ao ano de 2025 e correspondente ao último ano da gestão de Marco Antonio Eberlin como presidente, revelou um déficit de R$ 33.575,770. Essa situação ilustra a profundidade do problema que a Ponte Preta enfrenta atualmente.
Specie destacou que a dívida acumulada ao longo de décadas agora se encontra em um cenário de execução, com credores pressionando o clube diariamente. Ele ressaltou que as receitas disponíveis atualmente não são suficientes nem para cobrir as obrigações ordinárias do clube, o que agrava ainda mais a crise financeira.
A Ponte Preta, que atualmente ocupa a última posição na Série B do Campeonato Brasileiro, soma apenas 13 pontos, 19 a menos que o primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Botafogo-SP. O futuro da equipe se apresenta incerto diante dessa situação alarmante.



