Flávio Bolsonaro se manifestou sobre a situação, enfatizando que a amizade entre as famílias é autêntica e que qualquer suposição de irregularidade decorrente dessa relação é infundada. Weverton Rocha, por sua vez, defendeu que Willer Tomaz é seu compadre e amigo de longa data, ressaltando que suas viagens em família são de natureza privada e não envolvem interesses financeiros ou públicos. Em resposta a questionamentos sobre a presença de Flávio na viagem, Weverton não fez declarações adicionais.
Willer Tomaz foi abordado pelo Estadão, mas não respondeu até o fechamento desta matéria. Ele é investigado sob a suspeita de realizar operações de lavagem de dinheiro para Weverton e de ter disponibilizado uma aeronave para o senador. Ademais, o advogado também foi mencionado na CPI da covid, que analisou suspeitas ligadas à negociação da vacina Covaxin, embora seu sigilo não tenha sido quebrado. O relatório da CPI indicou indícios de superfaturamento de R$ 17 milhões em contratos com o Ministério da Saúde, relacionados à empresa da qual Tomaz é sócio.
Weverton Rocha foi alvo de uma operação de busca e apreensão em 18 de dezembro, no contexto da Operação Sem Desconto. Na ocasião, expressou surpresa, mas manifestou-se disposto a colaborar com as investigações assim que tivesse acesso completo à decisão judicial. A relação entre Flávio e Willer Tomaz se estende a outros episódios, com registros de que Flávio realizou pelo menos duas viagens de avião em 2025, utilizando jatinhos emprestados por empresários.
Em uma das viagens, em 1º de maio, Flávio, sua esposa e Willer foram à Flórida em um avião executivo. Em outra oportunidade, o destino foi o Rio de Janeiro, em uma aeronave pertencente ao próprio Willer Tomaz. Durante a campanha deste ano, Flávio também utilizou um apartamento que pertence à empresa do advogado.



