Nesta semana, Nova York se torna o epicentro da diplomacia mundial com a realização da Assembleia Geral das Nações Unidas. Chefes de Estado, ministros e diplomatas de diversas nações se reúnem na cidade, e para o Brasil, um dos momentos mais aguardados ocorre nesta terça-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o tradicional discurso de abertura do debate de alto nível.
Pela tradição das Nações Unidas, o Brasil abre os trabalhos, seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representando o país-sede. A proximidade entre as falas dos dois presidentes gera expectativas sobre um possível encontro informal entre Lula e Trump nos bastidores da ONU, embora até o momento não haja uma reunião bilateral formal confirmada.
Integrantes do governo brasileiro afirmam que a estratégia é criar oportunidades para que ambos possam se encontrar nos corredores ou em áreas reservadas aos Chefes de Estado. No discurso, Lula deve abordar temas relevantes como a defesa do multilateralismo, a soberania dos países, o combate à fome, mudanças climáticas, crime organizado transnacional e a reforma das instituições multilaterais, em especial do Conselho de Segurança da ONU.
A questão da soberania brasileira também deve ser destacada, principalmente em virtude das recentes tensões nas relações entre Brasília e Washington. Enquanto isso, Donald Trump chega a Nova York com uma ampla agenda internacional, incluindo reuniões com diversos líderes, onde discutirão assuntos como a situação na Ucrânia, Oriente Médio e Irã.
A movimentação do Brasil em Nova York começou antes mesmo do discurso de Lula. Na segunda-feira, o presidente dedicou parte de sua agenda a encontros políticos e diplomáticos. Entre os compromissos, estão reuniões com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, o senador Bernie Sanders e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
O encontro com Mamdani é especialmente relevante, dada a relação política divergente entre ele e Trump, embora as relações institucionais entre a prefeitura de Nova York e a Casa Branca permaneçam ativas. Assim, Nova York se transforma em um importante centro de encontros que vão além dos discursos oficiais da ONU.



