O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um alerta sobre as consequências da expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, afirmando que essa prática está prejudicando as perspectivas de paz entre israelenses e palestinos. Em sua fala na abertura da Assembleia Geral da ONU, realizada nesta terça-feira (22), ele destacou que a situação atual está trazendo à tona o "espectro da limpeza étnica".
Guterres enfatizou que ações como a violência e o deslocamento forçado, impulsionados pela construção de assentamentos, estão destruindo as oportunidades de um acordo pacífico. O secretário-geral afirmou que "não podemos permitir que a solução de dois Estados desapareça diante dos nossos olhos".
Além de tratar da situação na Cisjordânia, Guterres também abordou a necessidade de cooperação entre potências globais, como Estados Unidos e China, para enfrentar os desafios relacionados à inteligência artificial (IA). Ele ressaltou que os países com maior capacidade tecnológica têm responsabilidades significativas em relação à humanidade, enfatizando a importância de diálogo e transparência.
Em outro ponto de seu discurso, António Guterres criticou as grandes empresas do setor de petróleo, que, segundo ele, têm tratado a atmosfera como um "depósito de lixo". O secretário-geral manifestou preocupação com a falta de ação das petrolíferas em relação ao meio ambiente, afirmando que seus interesses não se afastarão por conta própria.
Guterres, que se aproxima do fim de seu mandato, trouxe à tona questões críticas que afetam não apenas a paz no Oriente Médio, mas também os desafios globais contemporâneos, como a inteligência artificial e as mudanças climáticas. Sua mensagem na Assembleia Geral reafirmou a urgência de ações conjuntas para enfrentar essas realidades complexas.



