A conta de luz dos brasileiros deve apresentar uma redução em outubro, conforme anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A bandeira tarifária voltará a ser verde, o que implica que não haverá cobrança adicional nas faturas de Energia Elétrica. Essa mudança ocorre após cinco meses de vigência da bandeira amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Para exemplificar a economia, uma residência que consome 200 kWh por mês deixará de pagar R$ 3,77. Para um consumo de 300 kWh, a economia atinge R$ 5,66. Os valores economizados variam de acordo com o consumo de cada imóvel. Considerando apenas a retirada da bandeira amarela, a redução será a seguinte:
100 kWh: R$ 1,89 a menos;
150 kWh: R$ 2,83 a menos;
200 kWh: R$ 3,77 a menos;
250 kWh: R$ 4,71 a menos;
300 kWh: R$ 5,66 a menos;
400 kWh: R$ 7,54 a menos;
500 kWh: R$ 9,43 a menos.
Esses valores representam apenas o impacto da alteração na bandeira tarifária. O valor total da conta depende de outros aspectos da tarifa, além de impostos e taxas que podem ser aplicados, bem como do consumo registrado durante o mês.
A redução na conta de luz é atribuída ao aumento nas chuvas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, que ajudaram a estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com as condições climáticas mais favoráveis para a geração de energia hidrelétrica, a necessidade de acionar fontes de energia mais onerosas, como as usinas termelétricas, foi reduzida.
A bandeira verde será aplicada em outubro, encerrando um período de cinco meses consecutivos sob bandeira amarela. O sistema de bandeiras tarifárias, implementado pela Aneel em 2015, indica as condições de geração de energia no país. A bandeira verde não implica cobrança adicional, enquanto as bandeiras amarela e vermelha adicionam valores às contas conforme o consumo de energia.
Atualmente, as tarifas são de R$ 1,885 por cada 100 kWh na bandeira amarela, R$ 4,46 no patamar 1 da bandeira vermelha e R$ 7,87 no patamar 2.



