O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, criticou duramente o plano de trégua apresentado pelo Irã, que sugere a reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias. Waltz classificou a proposta como "cínica", afirmando que era uma tentativa de apresentar algo que o Irã sabia ser inaceitável.
Durante uma entrevista ao canal NBC, o embaixador destacou que o Irã pedia o levantamento do bloqueio, o descongelamento de sanções internacionais e o acesso a bilhões de dólares em ativos, apesar de um protocolo de acordo já ter sido negociado meses antes. Ele enfatizou que, para que um acordo seja alcançado, os líderes iranianos devem se comprometer com as normas do direito internacional e as obrigações no tratado de não-proliferação.
O presidente americano já havia rejeitado a proposta do Irã em declarações anteriores, com Waltz afirmando que o presidente está aberto a um acordo, especialmente relacionado ao urânio enriquecido. Essa abertura, no entanto, está condicionada ao cumprimento das normas internacionais por parte do Irã.
Em resposta, Abbas Araqchi, representante do Irã, defendeu a posição de seu país e contestou as acusações feitas por Waltz, classificando-as como "velhas acusações infundadas". Araqchi afirmou que o Irã está disposto a abrir o estreito, contanto que os Estados Unidos respeitem certas condições, que segundo ele, são direitos já reconhecidos.
O chanceler iraniano também expressou ceticismo em relação à diplomacia, afirmando que, apesar de sempre haver esperança, não há motivos para retomar relações com o governo americano, devido ao comportamento considerado problemático nos últimos dois anos.



