A campanha de Simone Tebet divulgou uma nota informando que tomará "todas as medidas jurídicas cabíveis" contra a ofensa, incluindo a solicitação de remoção do conteúdo ofensivo pela Justiça Eleitoral e a apresentação de uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral por violência política de gênero. Tebet também qualificou Eduardo Bolsonaro como "covarde", enfatizando que é inaceitável desqualificar uma candidata com insinuações de natureza sexual em um contexto eleitoral.
"É particularmente grave e causa profunda repulsa que, em pleno processo eleitoral, se pretenda desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual e profundamente degradante. É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio. Essa é a indigência do debate político que não pode prosperar", declarou a campanha da ex-ministra.
As pesquisas de intenção de voto dos institutos Quaest e Datafolha indicam um empate técnico entre os candidatos nas duas vagas ao Senado por São Paulo. O cenário atual é caracterizado por uma competição acirrada, refletindo a polarização política no estado. A prestação de contas de candidatos ainda está em andamento, com Salles declarando ter arrecadado mais de R$ 4,7 milhões, sendo R$ 3,8 milhões oriundos de seu partido e R$ 972 mil de doações de pessoas físicas.
Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde o primeiro semestre de 2025, pediu licença de seu mandato de deputado federal para trabalhar no exterior em função de sanções que enfrentou no Brasil. Ele não retornou ao país após o término da licença e se considera em "autoexílio". Em dezembro do ano passado, foi cassado devido a excessos de faltas na Câmara dos Deputados.
Recentemente, Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo que resultou na condenação de seu pai por tentativa de golpe de Estado. Além disso, neste mês, perdeu o cargo de escrivão na Polícia Federal devido ao abandono da função.



