Os Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação sobre um incidente ocorrido na quarta-feira (30) a bordo de um voo da Flydubai, que seguia de Dubai para Tel Aviv e foi desviado para a Arábia Saudita. O procurador-geral do país determinou um inquérito para esclarecer se houve qualquer relação com atividades ou intenções terroristas, conforme informou a agência estatal WAM nesta quinta-feira (1º).
Ainda não foram esclarecidas as circunstâncias que levaram ao confronto entre os dois pilotos. A companhia Flydubai declarou que as causas da briga são desconhecidas e pediu cautela para evitar especulações prematuras. Devido à situação, a empresa suspendeu temporariamente os voos de e para Israel enquanto a investigação avança.
Relatos de passageiros, coletados por agências de notícias, descrevem uma série de acontecimentos caóticos. De acordo com os testemunhos, o comandante indiano, identificado como Smit Machchhar, teria sido esfaqueado pelo copiloto omanense, enquanto a aeronave sobrevoava a região. Apesar do ferimento, o comandante conseguiu abrir a porta da cabine, permitindo a entrada de passageiros, conforme relato de Dan Zoller, que estava a bordo.
Zoller mencionou que a situação era alarmante, com gritos e pessoas saindo da cabine de comando cobertas de sangue. Três passageiros conseguiram controlar o copiloto agressor, enquanto um outro piloto, Yaniv Hayoun, que também estava no voo, assumiu o controle da aeronave e a conduziu até Tabuk, na Arábia Saudita.
Evi Attal, outro passageiro, relatou que Hayoun interveio quando a aeronave estava em descida acentuada, puxando o manche para estabilizar o voo. Um dentista que estava entre os passageiros ajudou a estancar o sangramento do comandante.
Dados do Flightradar24 indicam que a altitude da aeronave caiu de aproximadamente 34 mil pés para menos de 17 mil pés em cerca de um minuto, totalizando uma descida de aproximadamente 5 mil metros. O embaixador da Índia na Arábia Saudita confirmou que o comandante se encontra em estado estável, enquanto o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o qualificou como um "herói".



