O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos. Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, relacionado ao tarifaço do governo americano contra as exportações brasileiras.
A decisão de Moraes ocorre após a confirmação da condenação pelo plenário do STF em junho deste ano. Além do mandado de prisão, o ministro também solicitou o cancelamento dos passaportes de Eduardo Bolsonaro, que deixou o Brasil em março de 2025 durante as investigações.
Apesar da determinação de prisão, Eduardo Bolsonaro não deverá cumprir pena enquanto permanecer Fora do Brasil. Como Aliado de Donald Trump, sua extradição pelo atual governo dos Estados Unidos é considerada improvável. Ao solicitar a emissão do mandado, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal, encerrando a possibilidade de recursos.
Em setembro, a Primeira Turma do STF rejeitou um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU), que pedia a anulação da condenação. Eduardo Bolsonaro não apresentou defesa, sendo representado pelo órgão público durante o processo.
Recentemente, ele foi demitido da função de escrivão da Polícia Federal, conforme publicação no Diário Oficial da União, que alegou abandono de cargo como motivo da penalidade. Essa demissão ocorreu em decorrência da mesma situação que levou à sua cassação na Câmara dos Deputados.



