A eleição de doze mulheres para o Senado representa um marco na história política do Brasil, sendo considerada uma conquista significativa desde a redemocratização do país. Este feito é visto como um passo importante em direção à ampliação da representação feminina na política, uma necessidade que se tornou evidente nas últimas décadas. O que se busca é que a presença feminina nas esferas de poder não se limite apenas a um nome na urna, mas que seja acompanhada de ações que impactem positivamente a vida das pessoas.
A autora reflete sobre sua própria trajetória e a normalidade com que encara a autonomia feminina em um mundo ainda marcado por desigualdades. Mesmo com o avanço nas discussões sobre direitos, há quem ainda questione a liberdade de decisão das mulheres, o que é difícil de compreender em pleno século XXI. A experiência pessoal da autora, que inclui a influência de um pai que valorizava o conhecimento e a educação, ilustra a luta contínua pela liberdade de escolha e pela afirmação dos direitos individuais.
No dia a dia, a autora relata que suas ações, como dirigir, usar o cartão bancário e assinar documentos, são tomadas sem a necessidade de autorização de um homem da família. Essa rotina é emblemática de uma realidade que, embora ainda esteja longe da igualdade total, demonstra a busca por autonomia e autossuficiência das mulheres em suas vidas e decisões.
Em uma cidade onde a desigualdade ainda é palpável, a autora encontra uma mulher e sua criança esperando por transporte público em condições adversas. Essa cena a leva a refletir sobre as oportunidades que deveriam estar disponíveis para todas as mulheres, permitindo-lhes desenvolver suas capacidades e tomar decisões sobre suas vidas sem a necessidade de validação externa. A urgência de superar retrocessos nas conquistas femininas é um ponto central em sua análise.
Após acompanhar os resultados das eleições, a autora pondera sobre as conquistas das mulheres que enfrentaram dificuldades para garantir espaços nas esferas de poder. A diversidade de opiniões e ações entre as eleitas é reconhecida, e a expectativa é que suas decisões impactem positivamente a vida das mulheres sem voz na sociedade. O compromisso de acompanhar o desempenho dessas representantes é uma forma de exercer cidadania e responsabilidade política.
Por fim, a autora encerra seu dia refletindo sobre os desafios que ainda persistem, enquanto se prepara para novas responsabilidades, como preparar aulas e palestras sobre políticas públicas urbanas. A luta pelo direito das crianças de circularem com segurança na cidade e a promoção de políticas públicas que atendam às necessidades da população são temas que continuam a ser relevantes e urgentes na sociedade atual.



