O Coritiba demitiu Fernando Seabra ontem, terça-feira, dia 27 de outubro, depois de empacar sete partidas consecutivas sem vitória no Campeonato Brasileiro da Série A de 2026. A sequência negativa, encerrada com a derrota para o Grêmio na segunda-feira, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, aumentou a pressão sobre o treinador e deixou o clube em situação de alerta na tabela. A zona de rebaixamento está a apenas cinco pontos de distância.
Para a partida de sábado, 31, contra o Vitória, no Couto Pereira, o time será comandado pelo auxiliar técnico Reginaldo Nascimento, ex-jogador do próprio Coritiba e integrante da estrutura permanente do clube. A mudança tenta interromper a queda de rendimento em um momento em que a equipe precisa voltar a somar pontos para evitar que a disputa contra o rebaixamento se torne ainda mais preocupante.
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Seabra chegou ao Coxa em janeiro, contratado para substituir Mozart, responsável pelo título da Série B de 2025 e ficou claro que foi um péssimo negócio. Em 42 partidas à frente da equipe, acumulou 14 vitórias, 13 empates e 15 derrotas.
O trabalho teve um primeiro semestre positivo, com resultados que chegaram a surpreender, inclusive em jogos fora de casa. A trajetória, porém, perdeu força depois da Copa do Mundo e o convite para assumir o Vasco da Gama, a partir da definição da permanência o time caiu de rendimento e ele já deveria ter sido demitdo há pelo menos um mês.
A demissão de Seabra não encerra a discussão sobre os problemas do Coritiba. A sequência de sete jogos sem vencer expõe as dificuldades do clube para manter regularidade durante os 90 minutos, em uma temporada na qual o objetivo é consolidar o retorno à elite do futebol brasileiro.
A responsabilidade não pode ser atribuída exclusivamente ao treinador. As decisões sobre montagem do elenco, contratações, planejamento e condução do departamento de futebol também fazem parte da estrutura de gestão. É nesse ponto que a SAF volta a ser questionada.
O Coritiba carrega uma história e uma torcida que exigem respostas compatíveis com o tamanho do clube. A gestão empresarial do futebol, por si só, não garante resultados: precisa ser acompanhada de conhecimento do ambiente esportivo, planejamento e capacidade de corrigir erros durante a temporada.
A troca de treinador, especialmente depois de uma sequência prolongada sem vitórias, pode representar uma tentativa de reação.
Mas, se os problemas estiverem também na formação do elenco e nas decisões tomadas pela direção, a mudança no comando técnico corre o risco de apenas adiar uma cobrança maior sobre a SAF.
O clube informou, em nota, que Fernando Seabra e sua comissão técnica não seguirão no comando da equipe profissional. A diretoria agradeceu aos profissionais pelo trabalho e destacou o compromisso demonstrado durante a passagem pelo Alto da Glória.
Com a saída, a comissão técnica permanente dará continuidade aos treinamentos, sob a estrutura coordenada por Guila Bossle, com Reginaldo Nascimento à frente do time no compromisso de sábado.
O desafio imediato é recuperar a confiança dos jogadores e interromper o jejum de vitórias. Com a zona de rebaixamento cinco pontos atrás, o Coritiba não tem mais espaço para tratar a sequência negativa como um problema pontual. O resultado contra o Vitória será importante tanto para a tabela quanto para medir a capacidade de reação do elenco após a mudança no comando.
A saída de Seabra abre uma nova etapa, mas também deixa uma pergunta para a SAF: além de trocar o treinador, o clube conseguirá corrigir os problemas de planejamento e gestão que contribuíram para a perda de rendimento?
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