O técnico atlheticano mais uma fez conseguiu estragar a competividade do rubro negro em uma partida do Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 ao entrar com um time sem força física para enfrentar o Grêmio de Renato Gaúcho e o resultado foi uma derrota de 2 a 0 tirando o Athletico do Z4 e do grupo que se classifica diretamente para a Libertadores, hoje Odair Hellmann escala o time com peixinhos sem qualidade e levando o time ladeira abaixo e mais perto de só conseguir vaga na Sul-Americana de 2027.
O jogo em Porto Alegre expôs novamente as limitações técnicas e táticas da equipe, zagueiro sem qualidade, lateral perdido, meia sem pegada e um ataque sem força, Viveros mais uma vez não entrou em campo e tropeçou na bola várias vezes.
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Mais do que o resultado, preocupa a falta de intensidade, organização e poder de reação de um elenco que chegou a ocupar a terceira posição, mas agora começa a colocar em risco a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores da América.
A derrota derrubou o Furacão para a quinta colocação, com 54 pontos, posição que garante apenas uma vaga na fase preliminar da competição continental. O problema é que o desempenho apresentado nas últimas rodadas não dá sinais de recuperação. A equipe acumula dificuldades na construção das jogadas, falha na proteção defensiva e demonstra pouca capacidade de impor seu ritmo mesmo diante de adversários tecnicamente inferiores.
O Grêmio, que lutava para escapar da zona de rebaixamento, soube explorar as fragilidades atleticanas e construiu a vitória com duas jogadas de bola parada. Marlon abriu o placar aos 38 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta que atravessou a área e terminou no fundo das redes. Aos seis minutos da etapa final, Balbuena aproveitou o rebote de uma cobrança de escanteio e ampliou.
O mais preocupante para o torcedor rubro-negro é que os problemas defensivos não são novidade. O Athletico continua oferecendo espaços aos adversários e demonstrando dificuldades na marcação de jogadas aéreas. A equipe sofreu novamente com uma deficiência que deveria ter sido corrigida durante a competição.
As decisões de Odair Hellmann também entram no centro das críticas. A insistência em jogadores que não demonstram intensidade e capacidade de marcação compromete o funcionamento coletivo. Mendoza, especialmente, tem sido um dos pontos vulneráveis na lateral esquerda, com dificuldades de posicionamento e recomposição, deixando espaços nas costas que os adversários encontram facilidade para explorar.
O treinador também não consegue dar consistência ao meio-campo, setor que deveria oferecer proteção à defesa e qualidade na transição ofensiva. O resultado é um time que parece dividido em campo: quando tenta atacar, deixa espaços; quando precisa defender, recua sem conseguir controlar o adversário.
Em Porto Alegre, o Athletico até começou buscando o ataque e teve em Viveros sua principal referência ofensiva. Mas, à medida que o Grêmio equilibrou a partida, o time paranaense perdeu o controle das ações. Depois de sofrer o segundo gol, ainda teve oportunidades com João Cruz e Aguirre, mas parou nas defesas de Weverton.
A reação, porém, não passou de momentos isolados. Faltaram organização, agressividade e alternativas para furar a marcação gremista.
O Athletico volta a jogar pelo Brasileirão na próxima quarta-feira, dia quatro de novembro, pela 34ª rodada. O adversário será o Vasco, às 19h30, na Arena da Baixada. No mesmo dia e horário, o Grêmio enfrentará o Flamengo, no Maracanã.
Ficha técnica
Grêmio 2 x 0 Athletico
Rodada: 33ª
Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ)
Assistentes: Thiago Rosa de Oliveira Esposito (RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Cartões Amarelos:
Grêmio: Enamorado, Carlos Vinícius, Weverton e Noriega
Athletico-PR: Léo Derik, Zapelli e Portilla.
GOLS:
Grêmio: Marlon 38’/1T e Balbuena 06’/2T
Público: 35.025 torcedores.
Renda: R$ 1.527.422,60.
Estádio: Arena do Grêmio
Local: Porto Alegre (RS)
Grêmio: Weverton; Gustavo Martins, Balbuena (Dodi) e Wallace; João Pedro, Noriega, Villasanti (Wagner Leonardo) e Marlon; Enamorado (Tetê), Carlos Vinícius (Braithwaite) e Amuzu (Caio Paulista). Técnico: Renato Gaúcho
Athletico: Mycael; Arthur Dias, Aguirre e Esquível; Mendoza (Dudu), Portilla (Zapelli), Luiz Gustavo, João Cruz (Jorge Rivaldo), Leozinho (Vargas) e Léo Derik (Benavídez); Viveros. Técnico: Odair Hellmann
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