A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante, no sábado (31), um homem acusado de estelionato na comercialização de ingressos para o show da banda sul-coreana BTS. A detenção ocorreu nas proximidades do Estádio MorumBIS, na zona sul da capital paulista. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur) e encaminhado ao 34º Distrito Policial (Morumbi).
Segundo o boletim de ocorrência, a abordagem foi feita depois que diversas pessoas procuraram a equipe de policiamento ostensivo alegando ter pagado antecipadamente pelos bilhetes sem recebê-los. A Polícia Militar identificou ao menos 20 possíveis vítimas no local, entre elas fãs que viajaram de outros estados para o evento.
As investigações indicam que as vendas eram intermediadas por grupos no WhatsApp. Os compradores faziam transferências antecipadas, principalmente via Pix, com valores negociados individualmente entre R$ 1.600,00 e R$ 4.600,00 por ingresso. Ao chegar ao estádio e constatar que as entradas eram inválidas ou recusadas pelas catracas eletrônicas, os compradores procuravam o suspeito. Diante dos problemas de validação, ele orientava as vítimas a se dirigirem ao Portão 3, afirmando que viabilizaria a entrada delas como integrantes da equipe de apoio ou organização.
Na abordagem, os policiais militares apreenderam 28 pulseiras roxas com a inscrição “BTS”, além de três aparelhos celulares. Em interrogatório à Polícia Civil, o homem admitiu atuar como revendedor de ingressos e reconheceu que não possuía todas as entradas em mãos no momento em que recebeu os pagamentos. Ele alegou ter a intenção de adquirir os bilhetes posteriormente com contatos do setor e negou a intenção de lesar os compradores, sustentando que pretendia restituir os valores ou solucionar o acesso antes de ser abordado pela polícia.
O esquema de segurança e organização do show do BTS no MorumBIS também registrou outro incidente nas imediações do estádio. O subprefeito do Butantã, Gabriel Moherdaui Macedo, foi acusado de desacato a um policial militar durante o bloqueio de segurança no local. Conforme o registro policial, o servidor transitava em uma motocicleta de grande porte em uma área reservada exclusivamente a pedestres e teria se recusado a desligar o veículo ou apresentar seus documentos ao ser interpelado pela fiscalização. O policial militar relatou que o subprefeito proferiu ofensas verbais, afirmou ser a autoridade máxima da região e resistiu à abordagem, sendo necessária a contenção física e o uso de algemas para sua condução à delegacia. O subprefeito negou qualquer ato de desacato ou resistência física. Em sua versão, declarou que estava em serviço fiscalizando o comércio ambulante e a organização do evento com sua motocicleta pessoal. Ele afirmou que possuía autorização para atravessar o bloqueio viário e acusou os policiais de agressão física durante a abordagem.



