Uma nova crise abala o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, formalizou um pedido ao ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, para que a diretora Lea Bressy Amorim seja afastada de suas funções, incluindo a de presidente substituta. A solicitação ocorre em meio a investigações que atingem a cúpula da instituição.
O principal motivo do pedido, segundo o ofício enviado por Waller Júnior, é a proximidade de Lea Bressy com Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, preso na última quinta-feira durante a Operação Sem Desconto da Polícia Federal. Stefanutto é acusado de envolvimento em um esquema de fraudes milionárias em aposentadorias e pensões. A ligação entre Bressy e o ex-presidente tem gerado preocupação.
Waller Júnior argumenta que a permanência de Lea Bressy em um cargo estratégico, especialmente como presidente substituta, pode comprometer o andamento das investigações. Em um trecho do documento obtido pelo Metrópoles, o presidente do INSS reforça “a necessidade de total apoio à apuração”, o que justificaria o afastamento da diretora. A Polícia Federal investiga se Stefanutto recebia propina mensal de R$ 250 mil do grupo criminoso.
A situação de Lea Bressy se complicou ainda mais após a divulgação de mensagens em que ela criticava a cobertura da imprensa sobre o caso, apelidado de “Farra do INSS”. Em nota, ela classificou a cobertura como “espetacularização dos fatos” e lamentou os “julgamentos públicos de colegas afastados e exonerados”. As mensagens, também obtidas pelo Metrópoles, aumentaram a pressão para seu afastamento.
Até o momento, nem o ministro Wolney Queiroz nem Lea Bressy se manifestaram sobre o pedido de exoneração. O caso expõe a fragilidade da gestão do INSS e levanta sérias questões sobre a integridade dos processos internos da instituição. O desenrolar desta crise será crucial para a credibilidade do sistema previdenciário brasileiro.
Fonte: http://vistapatria.com.br

