PL usa discurso de intolerância religiosa para pressionar por anistia a Bolsonaro

Partido Liberal se mobiliza após prisão do ex-presidente, buscando apoio para projeto de anistia.

PL usa discurso de intolerância religiosa para pressionar por anistia a Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: ex-presidente Jair Bolsonaro

Partido Liberal pressiona por anistia a Bolsonaro, alegando intolerância religiosa em sua prisão.

Na tarde desta segunda-feira, 24 de novembro, o Partido Liberal (PL) se reuniu em Brasília com cerca de 50 parlamentares para discutir estratégias após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida no último sábado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O PL aposta na narrativa de que a prisão de Bolsonaro é fruto de “intolerância religiosa” e visa retomar a mobilização em favor de um projeto de anistia.

Reunião do PL e o objetivo de anistia

Durante a reunião, convocada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente, Flávio, Carlos e Renan, estiveram presentes. Flávio Bolsonaro, eleito como porta-voz da família, declarou que o objetivo principal é a aprovação do projeto de anistia a partir de agora. Ele destacou que o PL não se interessa por propostas que visem apenas a redução de penas para os condenados em relação aos eventos de 8 de janeiro, insistindo que a anistia deve ser debatida e votada primeiramente.

Argumentos de intolerância religiosa

Flávio Bolsonaro reforçou que as punições impostas a pessoas que considera inocentes são absurdas e que a decisão de Moraes em retirar Bolsonaro da prisão domiciliar está baseada em uma intolerância religiosa equivocada. “Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes”, afirmou o senador, enfatizando a necessidade de proteção aos direitos religiosos.

A acusação de intolerância religiosa está ligada à decisão de Moraes, que considerou uma vigília convocada por Flávio como potencialmente perigosa, podendo facilitar uma fuga de Bolsonaro. Flávio defendeu seu ato como um chamado para oração, alegando que a criminalização de sua convocação representa uma ameaça à liberdade religiosa no Brasil.

A estratégia do PL e o futuro político de Bolsonaro

A estratégia do PL se concentra em questionar a decisão de Moraes, apontando o que consideram ser uma violação dos direitos de Bolsonaro. O discurso bolsonarista busca explorar as fragilidades da decisão judicial, argumentando que a violação da tornozeleira eletrônica, que foi gravada em vídeo, não pode ser usada como justificativa sólida para a prisão do ex-presidente.

A mobilização do PL ocorre em um momento delicado da política brasileira, onde a situação de Bolsonaro e os desdobramentos de sua prisão geram divisões entre os partidos. Enquanto o PL busca unir forças para a aprovação da anistia, a oposição observa atentamente os movimentos do partido, que ainda enfrenta desafios significativos para conseguir apoio suficiente no Congresso Nacional.

Em suma, o Partido Liberal está apostando em uma narrativa de intolerância religiosa para buscar a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a pressão por um projeto de anistia está apenas começando, com a expectativa de debates acalorados nas próximas semanas.

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