Quatro executivos, incluindo Daniel Vorcaro, são liberados com restrições em caso de fraudes bilionárias

O TRF1 revogou a detenção de executivos do Banco Master, incluindo Daniel Vorcaro, que devem cumprir medidas cautelares.
Liberdade dos executivos do Banco Master com restrições
Na manhã deste sábado (29), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu liberdade a Daniel Vorcaro e a outros quatro executivos do Banco Master, que estavam sob investigação por fraudes financeiras que somam mais de R$ 12 bilhões. A decisão foi assinada pela desembargadora Solange Salgado, que revogou as prisões preventivas com base no argumento de que os delitos não envolveram violência ou grave ameaça, e que a ordem pública não estava em risco imediato.
Medidas cautelares impostas pelo tribunal
Apesar da liberdade concedida, os executivos devem cumprir uma série de medidas cautelares. Entre essas restrições, inclui-se o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega de passaportes, a proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial e a vedação de contato entre eles ou com testemunhas. Essas medidas visam garantir a continuidade da investigação e a segurança das provas.
Principais executivos envolvidos na investigação
Além de Daniel Vorcaro, o presidente do Banco Master, outros quatro executivos de alto escalão também foram liberados. Cada um deles ocupa posições de destaque e está sob suspeita de envolvimento em irregularidades significativas.
Um deles, que ocupava o cargo de superintendente executivo de Tesouraria desde junho de 2019, é acusado de ter rubricado acordos com uma empresa que comercializava carteiras de crédito fictícias. Essas carteiras teriam sido transferidas para o Banco de Brasília (BRB).
Outro executivo, ex-diretor executivo (CEO) do banco e antigo sócio, ficou na liderança até março deste ano, durante o processo de venda da instituição. As investigações indicam que ele teria participado de manobras para ocultar inconsistências perante o órgão regulador. Durante as diligências da Operação Compliance Zero, foram encontrados R$ 1,6 milhão em espécie na residência do executivo.
Um terceiro diretor, que acumulou passagens pela diretoria de outras instituições do grupo, é apontado como responsável por validar contratos suspeitos e enviar documentos ao Banco Central que podem conter dados adulterados.
Por fim, um executivo responsável pelas áreas de risco, compliance e operações é acusado de assinar contratos fraudulentos, o que se tornou referência para o nome da operação policial. Com experiência em outras instituições, ele também gerenciou uma consultoria de investimentos em Miami, nos Estados Unidos.
Consequências e próximos passos
A decisão do TRF1 marca um momento crítico na investigação do Banco Master. A libertação dos executivos com restrições não apenas permite que eles continuem suas vidas fora da prisão, mas também assegura que as investigações possam prosseguir sem obstruções. As autoridades permanecerão atentas ao cumprimento das medidas cautelares estabelecidas, enquanto o caso avança nas instâncias judiciais competentes.
A sociedade aguarda agora os desdobramentos dessa investigação, que tem potencial para revelar mais sobre as práticas financeiras do Banco Master e os impactos de suas operações no sistema financeiro nacional.



