A participação do governo brasileiro na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, gerou um custo inicial de R$ 4,31 milhões aos cofres públicos. Os dados, atualizados até quarta-feira no Portal da Transparência, revelam despesas significativas com a delegação que acompanhou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comitiva incluiu cerca de 110 integrantes, entre ministros, representantes de bancos públicos e outros órgãos federais.
Os maiores gastos identificados até o momento são relativos à hospedagem, que somam R$ 2,8 milhões, e ao aluguel de veículos, com um montante de R$ 1,5 milhão. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que os valores ainda estão sendo contabilizados e que a totalidade das despesas será devidamente divulgada nos sistemas oficiais. A complexidade logística de um evento desta magnitude justifica, segundo o ministério, o tempo necessário para consolidação dos dados.
A comitiva presidencial foi composta por figuras como a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva (Janja), e o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). A lista completa dos participantes ainda não foi publicada no Diário Oficial da União, mas as autorizações de viagem da maioria dos membros já foram emitidas. Em 2024, a delegação brasileira contou com 161 pessoas, incluindo oito ministros, demonstrando o tamanho da representação brasileira na ONU.
Durante a Assembleia, Lula proferiu o tradicional discurso de abertura, defendendo a democracia brasileira e criticando a postura das grandes economias em relação ao conflito na Faixa de Gaza. O presidente também mencionou o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades”, afirmou Lula em seu discurso.
A agenda de Lula em Nova York também incluiu um breve encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Trump, houve “uma excelente química” durante os poucos segundos de conversa entre os dois. “Eu só faço negócios com pessoas de quem eu gosto. E eu gostei dele, e ele de mim”, declarou Trump.

