O termo 'tapetão' refere-se às situações em que resultados esportivos são modificados após avaliação em instâncias judiciais, como o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ou a Justiça comum. Clubes recorrem nessas ocasiões para contestar penalidades, principalmente relacionadas à escalação irregular de jogadores, abrangendo desde problemas de documentação até adulteração de idade ou descumprimento de suspensões automáticas.
A base legal para essas punições está no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê a perda de pontos caso uma equipe utilize atleta em condição irregular. O rebaixamento pode ser determinado com a perda de três pontos no placar geral, acrescidos dos pontos conquistados na partida com a escalação irregular, gerando impactos diretos no desfecho de campeonatos.
Em 1996, o Fluminense quase foi rebaixado ao terminar na penúltima colocação, mas a decisão judicial anulou o sistema de rebaixamento após escândalos envolvendo manipulação de resultados, favorecendo também o Bragantino. No ano seguinte, o Botafogo escapou da queda em 1999 depois que o São Paulo perdeu pontos por escalar o atacante Sandro Hiroshi, que tinha registros de idade adulterados, resultando no rebaixamento do Gama.
Em 2000, o Gama conseguiu evitar o rebaixamento graças a uma liminar na Justiça comum, impedindo a organização do campeonato pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Clube dos 13 criou então a Copa João Havelange, que contou com 116 equipes e alterou a rotina de acesso e rebaixamento, permitindo que times como Fluminense e Bahia retornassem à elite após disputarem fases finais em categorias inferiores.

