A suspeita de que o ministro Dias Toffoli teria gravado uma reunião sigilosa do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou força após detalhamento das falas dos magistrados. A sessão, que resultou em sua saída da relatoria do caso Banco Master, teria sido revelada com precisão, incluindo interrupções e reações, gerando incomodo entre os colegas.
Toffoli nega ter feito a gravação ou compartilhado as conversas, classificando as acusações como inverídicas e destacando que jamais registrou diálogos privados ou institucionais. Ele sugere que a possível origem do material seria a área técnica da Corte, mas o vazamento ainda causa perplexidade no tribunal.
Durante o debate, alguns ministros criticaram a Polícia Federal por investigar um magistrado sem autorização prévia, enquanto outros classificaram o relatório de 200 páginas como um “lixo jurídico”. O placar interno da reunião era de oito votos contra apenas dois que indicavam a saída do ministro, evidenciando uma divisão na Corte.
A fala da ministra Cármen Lúcia teria alertado sobre a necessidade de ‘sacrificar’ a permanência de Toffoli para proteger a imagem do STF. Outros colegas reforçaram que aceitar o pedido da PF criaria um precedente perigoso, ameaçando a fé pública na autonomia dos juízes.

