O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito aberto contra a ex-deputada Carla Zambelli, detida na Itália. A investigação avaliava declarações públicas e possíveis ações para influenciar o processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de repasses financeiros via Pix após sua saída do Brasil.
No relatório final da Polícia Federal (PF), foi concluído que embora Zambelli tenha verbalizado intenção de frustrar a aplicação da lei, não houve comprovação de medidas efetivas para interferir em ações penais. O órgão destacou que os valores recebidos teriam origem em apoiadores, vinculados a campanhas de arrecadação promovidas pela própria investigada.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com a PF e argumentou que as condutas identificadas se limitaram a publicações favoráveis ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também mencionou discussões sobre tarifas comerciais em reuniões com autoridades americanas.
Diante da ausência de provas concretas e do alinhamento entre PF e PGR, Moraes acatou o pedido e decidiu pelo arquivamento do inquérito.

