Uma pesquisa inédita será feita pelo Laboratório de Cannabis Medicinal e Ciência Psicodélica (LCP) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana em Foz do Iguaçu. O estudo visa avaliar o uso prolongado de baixas doses de canabinoides em filhos de pessoas diagnosticadas com Alzheimer, com foco na prevenção da doença.
O LCP recrutará pessoas com idades entre 45 e 65 anos, que tenham pais biológicos com diagnóstico confirmado da doença, para participar do estudo envolvendo a cannabis medicinal. O estudo de caráter clínico está programado para ter a duração de 20 anos.
Os pesquisadores pretendem descobrir se é possível prevenir ou retardar a doença com o uso da cannabis medicinal em pessoas com alta probabilidade de ser diagnosticadas com a enfermidade. A pesquisa também vai analisar possíveis impactos no bem-estar e na qualidade de vida dos voluntários, além de outros fatores ambientais de risco associados à doença.
Além de filhos de pais diagnosticados com Alzheimer, também poderão participar pessoas cujos pais não sejam portadores da enfermidade. Os voluntários serão divididos em quatro grupos: dois serão formados por pessoas que possuam ao menos um de seus pais biológicos com o diagnóstico clínico confirmado da doença de Alzheimer, e dois serão integrados tanto por pessoas com pais diagnosticados com Alzheimer quanto por pessoas sem histórico familiar da doença.

