O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) apresente, em até 30 dias, um relatório final sobre a investigação de um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido foi feito em resposta à defesa de Andreson de Oliveira Gonçalves, que argumentou que o prazo para finalizar a investigação havia vencido em 23 de janeiro.
A operação, conhecida como Sisamnes, foi deflagrada pela PF em 26 de novembro de 2024 e visa apurar a venda de decisões judiciais envolvendo advogados, lobistas, empresários e magistrados. A investigação também busca esclarecer vazamentos de informações sigilosas relacionadas a ações policiais. Andreson de Oliveira Gonçalves, que foi detido na primeira fase, é suspeito de atuar como intermediário na compra de decisões do STJ e de outros tribunais.
Após três meses em prisão domiciliar, a prisão de Andreson foi convertida em preventiva em novembro de 2025. A PF, naquele momento, deu início a uma nova fase da investigação para checar possíveis fraudes em relatórios médicos usados para concessão de benefícios. Um relatório parcial foi apresentado em outubro de 2025, mencionando a venda de decisões em diversos gabinetes e a necessidade de aprofundar as investigações sobre a filha de um ministro do STJ.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou informações complementares à PF, mas esse documento ainda não foi entregue. O caso continua em andamento, com a expectativa de que o relatório final traga novos desdobramentos sobre as investigações em curso.

