As delações premiadas de dois ex-dirigentes do INSS, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, trazem novas acusações de corrupção envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, e diversos políticos, incluindo Flávia Péres. Ambos os ex-servidores estão presos desde 13 de novembro e detalham o suposto envolvimento de Flávia em articulações ilícitas no órgão federal.
Flávia Péres, que nunca havia sido associada a tais esquemas, é casada com Augusto Lima, ex-executivo do Banco Master. As delações também mencionam repasses ilegais feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que teve sua família alvo de investigações, levando-o a considerar a colaboração com as autoridades.
Virgílio Filho, ex-procurador do INSS, é acusado de receber R$ 11,9 milhões de empresas que realizavam descontos indevidos em aposentadorias. Deste montante, R$ 7,5 milhões teriam origem em empresas relacionadas a Careca do INSS, com parte dos recursos transferida para contas da esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.
André Fidelis, que atuou como diretor de Benefícios do INSS nos anos de 2023 e 2024, é acusado de ter recebido R$ 3,4 milhões em propinas. Durante sua gestão, 14 entidades foram habilitadas, resultando em descontos que somaram R$ 1,6 bilhão. A defesa de Virgílio nega a existência de qualquer acordo de delação, enquanto outros envolvidos também enfrentam consequências judiciais.

