A luta pela preservação da natureza é um tema importante, mas nem sempre recebe a atenção que merece. Recentemente, a comunidade local e povos indígenas uniram-se para pressionar o governo a reverter o Decreto 12.600/2025, que visava transformar rios da Amazônia em hidrovias. Essa iniciativa ameaçava a natureza e os direitos indígenas.
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) afirmou que a revogação da norma representa uma conquista construída com resistência e unidade. A entidade destacou que os direitos indígenas não são negociáveis e que qualquer medida que impacte os povos indígenas deve respeitar o direito à consulta prévia.
A mobilização fortaleceu o movimento indígena na defesa dos territórios, da autonomia e dos direitos constitucionais. A COIAB também afirmou que o Tapajós mostrou que a luta organizada é capaz de barrar retrocessos e afirmar os direitos constitucionais.
A proposta de entregar os rios à exploração comercial está conectada à redução de custos logísticos e de distâncias e à ampliação da competitividade do agronegócio no cenário global. No entanto, essa iniciativa não foi bem recebida pela comunidade e os povos indígenas, que destacam que não houve consulta prévia à comunidade e que a violência foi provocada por um deputado.

