A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares defendeu o pagamento de penduricalhos, que são adicionais e gratificações que aumentam os salários acima do teto constitucional. Em sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), ela destacou que desembargadores, que atuam no segundo grau, têm direito a carro, mas 'mal têm lanches'.
Cláudia também lamentou que juízes de primeiro grau arcariam com despesas como combustível e financiamento de veículos do próprio bolso. Ela afirmou que esses magistrados não têm acesso a apartamentos funcionais, planos de saúde e refeitórios, ressaltando a falta de estrutura adequada para o trabalho.
Durante a sessão, estava em julgamento liminares que suspendem os pagamentos de penduricalhos ao Judiciário e ao Ministério Público, além de mandarem a União e os Estados revisarem benefícios que ultrapassam o teto. As liminares foram concedidas por ministros que buscam restaurar a credibilidade do STF.
Cláudia contestou o uso do termo 'penduricalhos', afirmando que a discussão sobre ética e moralidade deve levar em conta o contexto completo. Ela mencionou a insegurança jurídica da categoria, que não sabe o que receberá no mês seguinte, e disse que o valor líquido recebido por juízes é muito inferior ao subsídio oficial.

