Mais de 40 deputados de oposição protocolaram uma representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. O pedido foi feito após a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha pela CPMI do INSS.
Os deputados argumentam que existem indícios suficientes de crimes como corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Eles afirmam que os requisitos do Código de Processo Penal para a decretação da prisão preventiva estão preenchidos, mencionando a necessidade de garantir a ordem pública e evitar interferências nas investigações.
A gravidade das acusações, a proximidade do investigado com o presidente e o risco de fuga são citados como justificativas para a medida. A deputada Rosângela Moro destacou que a lei deve ser aplicada sem distinções, independentemente de vínculos políticos.
O MPF e o Judiciário avaliarão agora se os elementos apresentados são suficientes para a decretação da prisão preventiva. A defesa de Lulinha nega qualquer relação com as fraudes mencionadas e busca acesso à investigação em andamento.

