O sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, será quebrado após aprovação pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A decisão ocorreu em uma sessão que teve que ser interrompida devido a uma confusão entre os parlamentares. No total, foram aprovados 87 requerimentos, incluindo quebras de sigilos e novas convocações de representantes de bancos.
O senador Sergio Moro questionou a postura da base do governo, que, segundo ele, estaria tentando proteger alguns investigados. Ele mencionou uma delação envolvendo o ex-procurador-chefe do INSS, Virgílio Oliveira, que supostamente implicaria Lulinha em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. A deputada federal Julia Zanatta também se manifestou nas redes sociais, criticando a situação ocorrida durante a sessão.
Antes da aprovação, o presidente Lula comentou sobre a citação do nome de seu filho nas investigações, afirmando que conversou com Lulinha e que, caso houvesse irregularidades, ele deveria arcar com as consequências. Lula enfatizou a seriedade com que trata o assunto, reiterando que seu filho deve se defender se não houver nada errado.
A CPMI investiga fraudes em benefícios do INSS e tem até o fim de março para apresentar resultados. Lulinha foi citado como um possível beneficiário de um esquema de desvios durante a Operação Sem Desconto. O requerimento para quebra de sigilo foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar, e enfrentou resistência de parlamentares da base governista.


