A Polícia Federal (PF) realiza uma triagem no conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, antes de encaminhar o material à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A medida atende a uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que restringiu o compartilhamento de provas às operações de crédito consignado. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou que os parlamentares devem acessar os arquivos dentro de uma semana.
O conteúdo do aparelho gera apreensão em Brasília, tanto no STF quanto no Congresso Nacional. Entre os documentos está um contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, que previa o pagamento de aproximadamente R$ 130 milhões em três anos para a defesa dos interesses da instituição perante o Banco Central e a Receita Federal.
A liberação das provas marca uma mudança na condução do caso. Anteriormente, o ministro Dias Toffoli havia barrado o compartilhamento e determinado o armazenamento do material no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Contudo, Toffoli deixou a relatoria das investigações após a PF enviar um relatório ao STF listando conexões entre ele e Daniel Vorcaro.
A demora no envio dos dados da PF irrita integrantes da CPMI, como a senadora Damares Alves. A comissão enfrenta uma corrida contra o tempo com menos de oito meses para as eleições. Carlos Viana explicou que o material chegará filtrado, permitindo acesso a todos os parlamentares, sem necessidade de uma "sala cofre" para informações particulares de Vorcaro.

