O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está investigando cinco relatos de possíveis abusos sexuais envolvendo o desembargador Magid Nauef Láuar. Uma das vítimas reside fora do Brasil e participou do depoimento por videoconferência. Os relatos foram considerados consistentes pelos investigadores responsáveis pelo caso.
As denúncias surgiram após uma tentativa de encobrir o caso, em meio a uma polêmica sobre um julgamento anterior. Magid Nauef Láuar foi relator em um processo que envolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos em Minas Gerais. Inicialmente, o desembargador absolveu o réu, alegando um "vínculo afetivo consensual" e revertendo uma condenação de nove anos e quatro meses imposta na primeira instância.
Na quarta-feira, 25, o desembargador alterou sua posição e condenou tanto o homem quanto a mãe da vítima, determinando a prisão deles. A menina de 12 anos está sob a guarda legal do pai. No julgamento anterior, o desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo acompanhou o relator, enquanto Kárin Emmerich discordou do voto dos colegas.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que Magid Nauef Láuar não comentará as acusações por enquanto. Um procedimento administrativo foi aberto para apurar todos os fatos relacionados ao caso.

