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Viagem segura no recesso: cuidados protegem vidas e evitam sobrecarga de hospitais

Com a proximidade das festas de final de ano e período de férias, a Secretaria da Saúde do Paraná reforça a importância do planejamento para...

Viagem segura no recesso: cuidados protegem vidas e evitam sobrecarga de hospitais

Com a proximidade das festas de final de ano e período de férias, a Secretaria da Saúde do Paraná reforça a importância do planejamento para viagens mais seguras. O aumento previsível e concentrado do fluxo de veículos nas rodovias eleva a incidência de acidentes e traumas graves, tornando ainda mais essencial a adoção de comportamentos preventivos que preservam vidas. Essas ocorrências podem gerar uma demanda adicional por atendimentos de urgência e emergência que precisa ser absorvida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná, sobrecarregando os serviços e impactando o atendimento de outras necessidades de saúde da população. A dimensão do desafio é evidenciada por dados operacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante o período de Natal e Ano Novo de 2024, foram registrados 262 acidentes nas rodovias federais do Paraná. Esses sinistros resultaram em 264 pessoas feridas e 23 óbitos. Regionalização da saúde encurta distâncias e muda realidade de pacientes do Paraná Os reflexos da violência no trânsito também são percebidos na rede hospitalar, que acolhe vítimas de diferentes graus de gravidade. No 1º semestre de 2025, as rodovias federais do Paraná registraram 3.636 sinistros, com 4.017 feridos. Foram 302 óbitos nas estradas nos primeiros seis meses do ano, o que representa crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024. No trimestre de julho a setembro de 2025, a PRF contabilizou mais 151 mortes. Assim, de janeiro a setembro, foram 453 vidas perdidas em rodovias federais do Estado. Os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de atendimentos por trauma, exigindo equipes especializadas e leitos hospitalares. Dados da Sesa mostram que, de janeiro a outubro de 2025, o Paraná registrou mais de 22 mil procedimentos relativos a traumas, com custo superior a R$ 39,5 milhões. Esse volume representa uma média mensal de 2.226 procedimentos e demonstra o esforço permanente do sistema de saúde para cuidar de pessoas feridas. Número de laqueaduras e vasectomias mais que dobra no SUS do Paraná em dois anos “A atenção redobrada nas estradas é, portanto, uma estratégia de cuidado coletivo. A prevenção no trânsito é uma forma de cuidado com a saúde e com a vida. Cada escolha responsável evita perdas irreparáveis, protege famílias inteiras e contribui para que o sistema de saúde preserve sua capacidade de resposta às diferentes necessidades da população. Quando falamos em segurança nas rodovias, estamos falando de respeito ao outro e de compromisso com a vida”, destacou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. A redução de acidentes passa, necessariamente, pela atenção à saúde física e mental de quem dirige. Longas viagens potencializam fatores como fadiga, privação de sono, desidratação e estresse, que reduzem a capacidade cognitiva e o tempo de reação — elementos essenciais para chegar ao destino em segurança. Com vacinas disponíveis no SUS, Estado reforça imunizantes essenciais às gestantes Para que as viagens de férias ocorram sem tragédias e com mais cuidado coletivo, a Secretaria apresenta um guia de prevenção baseado em condutas responsáveis Dicas: Foco no percurso – O uso de celulares, GPS ou tablets desvia a atenção visual e cognitiva da via, especialmente em rodovias onde a condução ocorre em velocidades mais elevadas. A orientação é manter atenção exclusiva na estrada, pois nessas condições, alguns segundos de distração são suficientes para reduzir drasticamente o tempo de reação e podem ser decisivos para a vida de quem está no veículo, assim como de outros usuários da rodovia. Álcool e direção – Dirigir sob efeito de álcool compromete o julgamento, a coordenação motora e a percepção de risco. A recomendação é clara, tolerância zero ao álcool para quem vai conduzir como forma de proteger a própria vida e a de terceiros. Fadiga – Cansaço extremo e sono insuficiente reduzem a atenção e o tempo de resposta, sendo comparáveis à direção sob efeito de substâncias. Dormir de 7 a 8 horas antes da viagem e respeitar os horários naturais de descanso são atitudes fundamentais de autoproteção. Hidratação e pausas – Paradas a cada duas ou três horas ajudam a combater a desidratação, o estresse e a perda de atenção. Alongar-se, caminhar e manter alimentação leve contribuem para um estado de alerta adequado durante todo o percurso. Ao adotar essas medidas durante as viagens, o motorista contribui com trajetos mais seguros, protegendo a família e todos que compartilham as rodovias neste período de férias. Com isso, ajuda a evitar a lotação dos serviços do SUS. Estado vai investir R$ 136 milhões por ano para aumentar atendimentos dos consórcios O trabalho de vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito faz parte do Programa Vida no Trânsito (PVT), uma iniciativa que busca tornar ruas e rodovias mais seguras para todos. O programa atua na identificação dos principais fatores de risco e no desenvolvimento de ações voltadas à redução de acidentes, feridos e óbitos, com foco na preservação da vida. No Paraná, a Secretaria da Saúde instituiu, em 2013, a Comissão Estadual Intersetorial de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trânsito, responsável por coordenar o Programa Vida no Trânsito no Estado. A coordenação é compartilhada entre a Sesa e o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR), reunindo diferentes áreas para atuar de forma integrada na promoção de um trânsito mais seguro. A comissão é formada por profissionais e instituições de diferentes setores e trabalha com base em dados, educação e orientação à população, com o objetivo de reduzir mortes e lesões no trânsito e fortalecer a cultura de cuidado e responsabilidade nas vias. Atualmente, 14 municípios paranaenses participam do Programa Vida no Trânsito: Araucária, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama. Juntos, esses municípios concentram cerca de 44% da população do Paraná, o que amplia o alcance das ações de prevenção e reforça a importância do engajamento da população para a redução de mortes e lesões no trânsito.

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