A ação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deve refletir diretamente no preço do petróleo, provocando alta no mercado internacional. Especialistas indicam que, em um primeiro momento, o aumento da cotação do barril pode ser positivo para a Petrobras e as exportações de petróleo. Contudo, há riscos de inflação se o conflito se prolongar e for necessário reajustar o preço da gasolina no Brasil.
O regime iraniano pode retaliar fechando o Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. O estreito, localizado no sul do Irã, já foi fechado em outras ocasiões como forma de pressão internacional. Especialistas observam que isso poderia criar um gargalo sério no abastecimento de petróleo, impactando países distantes do conflito.
O preço do petróleo deve subir, embora em um ritmo inferior a períodos anteriores, quando a dependência do estreito era maior. Se a intervenção militar for rápida, o preço pode se estabilizar, mas um nível acima de US$ 80 para o barril indicaria um prolongamento do conflito, aumentando o risco inflacionário global.
Atualmente, não há risco imediato de aumento no preço da gasolina no Brasil. A decisão de reajuste depende de uma série de fatores, incluindo a média móvel de preços, o nível de estoques e a taxa de câmbio. Além disso, o prolongamento do conflito pode impactar a inflação nos EUA, aumentando a probabilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo.

