O assessor-especial do presidente Lula e embaixador, Celso Amorim, alertou que o Brasil deve se preparar para o pior no contexto do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos. Em entrevista, Amorim condenou a morte de líderes em exercício e expressou preocupação com a possibilidade de uma escalada da guerra, especialmente devido ao armamento que o Irã fornece a grupos xiitas em outros países.
Amorim mencionou que o aumento das tensões no Oriente Médio pode ter um grande potencial de alastramento. Ele planeja discutir o conflito com o presidente Lula, já que ainda não tiveram um debate aprofundado sobre o tema. O encontro entre Lula e Trump em Washington está se aproximando, o que torna a situação ainda mais delicada.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um comunicado criticando os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, expressando grave preocupação e ressaltando que os ataques ocorreram em meio a negociações entre as partes. O governo brasileiro reiterou a importância do diálogo e do respeito ao Direito Internacional para evitar a escalada de hostilidades.
Além disso, o Brasil divulgou um alerta consular recomendando que os cidadãos evitem viajar para países como Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria. Uma operação conjunta entre EUA e Israel foi iniciada, com a presença de fumaça sobre Teerã após ataques que foram classificados como preventivos, visando locais militares iranianos.

