Desde o ataque inicial dos EUA para destruir a capacidade nuclear iraniana em 2025, ficou claro que a bomba lançada contra o país persa pouco tinha a ver com sua capacidade de desenvolver uma bomba atômica. Na verdade, o programa nuclear iraniano é o pretexto utilizado pelos EUA e Israel para atacar o Irã e derrubar o regime teocrático.
Com o ataque do último sábado, este objetivo ficou evidente. O presidente americano falou que se tratava da possibilidade de troca de regime. Com a intensificação dos bombardeios aéreos, a ideia é eliminar as lideranças do regime e forçar uma ruptura interna para assumir o poder.
O presidente americano corre contra o tempo para alcançar a sua meta. O arsenal de mísseis para atacar o Irã será esgotado em cerca de duas semanas. Se neste tempo a ditadura teocrática iraniana não cair, o presidente americano terá um dilema: ou assume a derrota e se enfraquece politica e geopoliticamente, ou dobra a aposta numa incursão terrestre.
As duas opções trazem um ônus político enorme para o presidente americano, com potencial de gerar uma derrota republicana nas midterms em novembro para as vagas na Câmara e no Senado. Se isso acontecer, o presidente americano passará dois anos com pouca governabilidade e defendendo o seu mandato. Os próximos 15 dias serão decisivos para o futuro político do presidente americano.

