A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, prevista para esta terça-feira, 3, foi cancelada. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que os convocados não comparecessem ou permanecessem em silêncio. Os depoimentos esperados eram do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do fundador da corretora Reag, João Carlos Mansur.
O ministro André Mendonça decidiu que a presença de Campos Neto seria facultativa, enquanto Mansur recebeu autorização do ministro Flávio Dino para não responder às perguntas. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, informou que a defesa de Mansur foi notificada apenas no domingo, 1º, e ressaltou que há um prazo mínimo de 48 horas para comparecimento.
Contarato indicou que a sessão foi remarcada para a próxima semana, sem condução coercitiva. Ele esclareceu que a decisão de Dino não exime Mansur de comparecer. A CPI investiga possíveis falhas na fiscalização do Banco Central que teriam facilitado fraudes envolvendo o Banco Master.
Entre as suspeitas estão a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília. A corretora Reag, alvo da Operação Carbono Oculto, é relacionada a práticas fraudulentas e lavagem de dinheiro da facção PCC em São Paulo. O Ministério Público de São Paulo afirmou que Mansur estaria implicado na ocultação de valores sem origem.

