O regime iraniano nomeou Ahmad Vahid como novo comandante da Guarda Revolucionária Islâmica após a morte de Mohammad Pakpour. O ataque também resultou na morte de 40 integrantes da cúpula do regime, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.
Aos 67 anos, Vahid assume o posto em meio à escalada militar. Ele é alvo de alerta vermelho da Interpol como suspeito de participação no atentado de 18 de julho de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e deixou mais de 300 feridas. Na época, comandava a Força Quds, braço paramilitar da Guarda Revolucionária responsável por operações externas.
O atentado à AMIA é o mais letal da história argentina. A explosão destruiu a sede da entidade após a detonação de um furgão com cerca de 300 quilos de explosivos, conduzido por um homem-bomba vinculado ao Hezbollah.
Vahid ocupou funções estratégicas no regime. Foi ministro da Defesa entre 2009 e 2013, durante o governo de Mahmoud Ahmadinejad, e ministro do Interior de 2021 a 2024. Ele também está sob sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e da União Europeia.

