A tragédia conhecida como Águas de Março, em 2011, deixou marcas profundas no Litoral do Paraná. Com chuvas que chegaram a 398 mm, o desastre provocou enxurradas, enchentes e mais de 2.500 deslizamentos, afetando municípios como Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba. Ao todo, 10.761 pessoas foram desalojadas e 2.500 desabrigadas, além de 816 moradores resgatados por terra ou aeronaves.
Após o evento, a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil implementou novas iniciativas para prevenção e mitigação de tragédias. O Governo do Paraná construiu novas casas e realocou famílias afetadas. Desde então, a Defesa Civil tem realizado exercícios simulados de evacuação, aumentando a frequência das atividades de treinamento nas comunidades.
O Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Contingência Online foram criados como resposta à tragédia, permitindo que 399 municípios atualizem anualmente seus planos de ação em casos de desastres. O sistema guarda informações sobre desastres desde a década de 1980 e é uma ferramenta essencial para o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD), que monitora as condições meteorológicas em tempo real.
Além disso, o Paraná se destacou ao se tornar o primeiro estado a enviar alertas via SMS, WhatsApp e Telegram, facilitando a comunicação com a população. O uso da tecnologia Cell Broadcast também foi testado, contribuindo para a modernização dos sistemas de monitoramento e alerta no estado.

