O presidente Lula afirmou que proibiu o assessor de Donald Trump, Darren Battie, de entrar no Brasil enquanto não for liberado o visto de Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Ele destacou que a esposa e a filha do ministro também tiveram seus vistos revogados, garantindo que Padilha está sendo protegido.
O Ministério das Relações Exteriores revogou o visto de Battie, alegando omissão e falseamento de informações sobre a visita. O Itamaraty classificou a visita como uma ingerência indevida, suficiente para negar a concessão do visto, com base em leis nacionais e internacionais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Battie pudesse visitar Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que já havia permitido uma visita anterior ao assessor.
Moraes negou a visita de Battie a Bolsonaro, destacando que não estava dentro do contexto que autorizou a concessão do visto. O ministro também informou que as autoridades diplomáticas não foram comunicadas sobre a ida do assessor ao local para se encontrar com o ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em atos golpistas.

