O deputado estadual Renato Freitas (PT) foi ouvido em dois processos no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). As acusações incluem quebra de decoro parlamentar, relacionadas a uma confusão durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a participação em um protesto em um supermercado de Curitiba.
O primeiro caso ocorreu em 24 de fevereiro de 2025, envolvendo Freitas, o deputado Márcio Pacheco (PP) e o assessor Kenny Niedzwiedz. A denúncia foi feita pelo deputado Delegado Tito Barichello (União), que afirma que Freitas ofendeu Pacheco e Niedzwiedz e também o agrediu fisicamente após a reunião. O desentendimento começou enquanto Freitas lia seu voto sobre um projeto de criação de cargos comissionados na Polícia Militar.
Freitas negou as acusações de agressão e afirmou que suas críticas eram direcionadas à postura do assessor. Durante a oitiva, ele destacou que não houve conflito posterior e que não foi ouvido no processo que investigou o comportamento do servidor. Testemunhas indicadas pelo parlamentar sustentaram que Niedzwiedz provocou Freitas com risadas durante a sessão e no saguão da Assembleia.
O deputado também apresentou defesa em relação ao protesto em um supermercado, que é objeto de um segundo processo. A relatoria de um terceiro processo contra Freitas foi redesignada durante a sessão da CCJ, presidida pelo deputado Delegado Jacovós (PL).

