O deputado federal Mendonça Filho, vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, manifestou a intenção de adiar a federação entre sua legenda e o Progressistas. Ele solicitou ao presidente do partido, Antonio Rueda, o encerramento dessa união, citando a insegurança jurídica gerada pela incerteza nos rumos do partido.
Mendonça Filho argumenta que a falta de consolidação da federação prejudica o planejamento do União Brasil nos diretórios estaduais, especialmente com as filiações se aproximando. O parlamentar sugere que a melhor alternativa seria que Rueda e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, negociassem a aprovação da federação para 2027.
Recentemente, o Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer favorável à federação entre as duas legendas, que deve ser analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em breve. A homologação precisa ser realizada até o dia 4 de abril, data que antecede seis meses do primeiro turno das Eleições 2026.
A insatisfação de Mendonça Filho reflete os impactos da federação nas eleições regionais. Em Pernambuco, há divisão dentro do Progressistas, com parte do partido preferindo apoiar o prefeito de Recife, João Campos, em detrimento da governadora Raquel Lyra, aliada de Mendonça. Situações semelhantes ocorrem em outros estados, como no Paraná, onde o diretório do Progressistas não pretende homologar a candidatura do senador Sergio Moro ao Governo do estado.

