O Ministério Público de Santa Catarina abriu um inquérito civil para investigar a conduta de Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil, no caso da morte do cão Orelha, em Florianópolis. A apuração busca possíveis irregularidades, incluindo abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas e improbidade administrativa.
O procedimento foi instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça, que supervisiona a atividade policial. Ulisses Gabriel tem 15 dias para se manifestar sobre as acusações. A investigação surgiu após representações sobre a condução do caso e apontamentos de inconsistências nas apurações.
A defesa de Ulisses Gabriel nega qualquer irregularidade e afirma que ele não participou diretamente das investigações, atuando apenas como porta-voz da Polícia Civil. Os advogados contestam a adequação do inquérito civil, alegando que o cargo de Ulisses é equiparado ao de secretário de Estado, o que requer autorização do Tribunal de Justiça para uma eventual investigação criminal.
O cão Orelha, que gerou grande comoção, morreu em 5 de janeiro, após ser supostamente atacado. A Polícia Civil solicitou a internação de um adolescente suspeito, mas a defesa do jovem nega envolvimento, alegando falta de provas e desinformação nas redes sociais. O laudo pericial não identificou a causa da morte, mas não descartou a possibilidade de trauma.

