O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminha-se para encerrar seu terceiro mandato como a gestão que mais elevou impostos no Brasil desde a redemocratização. Em dois anos, o Planalto adotou medidas que resultaram em aumento de tributos ao menos 27 vezes, que incluem altas de alíquotas de importação e a revogação de benefícios fiscais.
A arrecadação de impostos do governo federal totalizou R$ 2,65 trilhões em 2024, um recorde na série histórica iniciada em 1995. Esse valor representa um aumento de 9,62% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação, com a arrecadação nominal fechando em R$ 2,709 trilhões.
Em 2024, a soma de tributos arrecadados pela União, Estados e municípios alcançou 34,2% do PIB, o maior patamar da série histórica. Comparativamente, a carga tributária estava em 31,2% do PIB em 2022. O governo central também viu um aumento de sua parcela no PIB de 20,6% para 21,4% no mesmo período.
Apesar do aumento na arrecadação, os gastos do governo federal atingiram 32,2% do PIB em 2024, resultando em um déficit primário de R$ 43,0 bilhões. O compromisso com déficit zero não foi cumprido, e a dívida bruta do governo geral chegou a 77,5% do PIB, indicando uma trajetória fiscal considerada insustentável por especialistas.

