O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato a deputado federal José Dirceu (PT-SP) comemorou seu aniversário de 80 anos em um restaurante de luxo em Brasília, na noite de terça-feira, 17. Na celebração, ele reuniu ministros, políticos da base do governo e do Centrão, além de lideranças do PT. Em seu discurso, Dirceu criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), afirmando que sua candidatura representa a volta da extrema direita ao poder e que a soberania do Brasil está ameaçada nas eleições deste ano.
Dirceu comparou Flávio a Javier Milei, presidente da Argentina, e afirmou que ele pretende desvincular o salário mínimo das aposentadorias, privatizar bancos públicos e a Petrobras, além de acabar com o piso da saúde e educação. O ex-ministro afirmou que não se pode subestimar a possibilidade de um governo bolsonarista, caracterizando Flávio como um golpista e alinhado aos interesses dos Estados Unidos e à guerra.
Durante a festa, Dirceu elogiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou a capacidade do presidente de governar o País em tempos de crise. Ele também rejeitou a ideia de uma campanha do tipo “Lulinha paz e amor”, enfatizando que é necessário conquistar a maioria da população para uma revolução política e social no Brasil. O ex-ministro, condenado pelos escândalos do Mensalão e da Operação Lava Jato, disse ser fundamental investigar fraudes bilionárias relacionadas ao INSS e ao Banco Master.
Entre os presentes estavam o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Camilo Santana (Educação), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Wolney Queiroz (Previdência Social). Dirceu também defendeu uma renovação do Congresso Nacional e mencionou a necessidade de lembrar que políticos de direita foram eleitos com a bandeira anticorrupção, associando essa temática a figuras como Jânio Quadros, Fernando Collor e Jair Bolsonaro.

