A venda de medicamentos para emagrecimento, como as canetas emagrecedoras, cresceu 78,3% entre 2021 e 2025, totalizando 7.356.469 unidades. O crescimento mais expressivo ocorreu em 2025, quando a comercialização desses produtos aumentou 39,1% em relação ao ano anterior.
O levantamento abrange medicamentos das classes terapêuticas voltadas para controle de peso, incluindo inibidores de apetite e análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. O presidente executivo da Abrafarma, Oscar Yazbek Filho, destaca que o crescimento reflete o avanço da obesidade e a maior disponibilidade de terapias inovadoras.
A Anvisa emitiu um alerta sobre os riscos do uso indevido das canetas emagrecedoras, que incluem medicamentos como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. A agência ressaltou a importância do uso sob prescrição e acompanhamento de profissionais habilitados, devido ao aumento das notificações de eventos adversos.
Entre 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa registrou 145 notificações de suspeitas de eventos adversos e seis suspeitas de óbitos relacionados ao uso desses medicamentos. Em junho de 2025, determinou que farmácias e drogarias retenham a receita desses produtos, estabelecendo regras semelhantes às dos antibióticos.

