O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar o escândalo do Banco Master para atacar opositores, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Durante o lançamento da candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o caso seria "o ovo da serpente" do governo Bolsonaro. Ele ressaltou que a apuração do caso é essencial, mencionando um suposto roubo de R$ 50 bilhões.
O escândalo envolve figuras ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT). O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi contratado pelo Banco Master como consultor, recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês, e participando de negociações em Brasília. O atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também prestou consultoria ao banco, com pagamentos mensais de R$ 250 mil, que geraram altos repasses a seu escritório.
A relação entre os casos se dá através do senador Jaques Wagner, que confirmou ter indicado Lewandowski ao banco e também atuou em articulações relacionadas à contratação de Mantega. Wagner nega, no entanto, ter participação específica no caso do ex-ministro.
Atualmente, o escândalo do Banco Master é investigado em três frentes, incluindo a tentativa de compra do banco por parte do Banco de Brasília (BRB), fraudes financeiras e o papel de influencers pagos para criticar o Banco Central. O ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso pela segunda vez no início de março, em desdobramentos da Operação Compliance Zero.

