Sylvinho, que buscava levar a Albânia à Copa do Mundo, também era o único treinador brasileiro cotado para o Mundial de 2026. Com sua saída, o Brasil ficará sem um técnico brasileiro pela primeira vez na história da competição, que se iniciou em 1930.
Para a Copa de 2026, a Seleção Brasileira será comandada pelo italiano Carlo Ancelotti. Ele se tornará o primeiro técnico estrangeiro a liderar a equipe em uma edição do torneio. Historicamente, o Brasil sempre teve, pelo menos, um técnico brasileiro, tendo conquistado títulos com treinadores como Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari.
A mudança na abordagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reflete uma tendência crescente entre clubes brasileiros, que têm buscado técnicos estrangeiros. Atualmente, na Série A do Campeonato Brasileiro, há sete treinadores de fora do país, sendo a maioria deles portugueses, que têm dominado o mercado desde a passagem de Jorge Jesus pelo Flamengo em 2019.
Apesar da presença de nomes como Renato Gaúcho e Rogério Ceni, o domínio de técnicos estrangeiros é evidente. Para que os treinadores brasileiros recuperem espaço, será necessário um investimento em conhecimento e uma mudança de mentalidade, alinhando-se às demandas das competições em que os jogadores brasileiros estão inseridos nas ligas europeias.



