Uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) abordou o problema de famílias que enfrentam despejos pela Copel, devido à proximidade com linhas de transmissão de energia elétrica. O evento, organizado pelo deputado Arilson Chiorato, resultou na criação de duas frentes: uma com o poder público e outra composta por moradores e movimentos sociais.
Cerca de 10 mil famílias em todo o Paraná estão sob risco de despejo, segundo estimativas apresentadas. Uma das ações propostas envolve a formação de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, que reunirá Alep, Executivo, prefeituras, Defensoria Pública, Ministério Público e Copel. O objetivo é facilitar a comunicação entre os envolvidos e buscar soluções para os prazos de despejo.
Durante a audiência, foi destacada a importância de garantir moradia para as famílias afetadas. O deputado Chiorato ressaltou que, caso haja necessidade de despejo, é fundamental que as pessoas tenham um novo lar para onde ir. Foi criada também a Associação Contra os Abusos da Copel (ACOP), que reunirá moradores ameaçados de despejo e representantes da sociedade.
A situação é crítica, principalmente em Almirante Tamandaré e São José dos Pinhais, onde cerca de 350 famílias estão ameaçadas de perder suas casas. A coordenadora estadual da União por Moradias do Paraná enfatizou a necessidade de elaborar projetos de moradia social antes de qualquer despejo, pois muitas dessas famílias ocupam os locais há mais de 20 anos e têm vínculos estabelecidos na comunidade.

